COMPORTAMENTO

OS VELHOS E OS NOVOS PECADOS ...

segunda 15 setembro 2014 12:45 , em COMPORTAMENTO


O verdadeiro humor dá um soco no fígado de quem oprime

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As piadas não são isentas e carregam consigo os discursos dos preconceitos. Como se a humilhação diária e a recusa a cidadania já não fossem suficientes
por Djamila Ribeiro — 
 
 
 
 
 

Assim como houve pensadores como Sartre, que criticava a arte pela arte, propondo uma arte engajada, Henfil, grande cartunista brasileiro, foi adepto de um humor engajado politicamente, não o humor pelo humor, como o próprio definiu: “Procuro dar meu recado através do humor. Humor pelo humor é sofisticação, é frescura. E nessa eu não tou: meu negócio é pé na cara”.

Visivelmente, o cartunista tinha uma posição de embate ao poder instituído. Infelizmente, não é o que vemos na grande mídia, salvo raras exceções. O que se vê é um humor rasteiro, legitimador de discursos e práticas opressoras e que tenta se esconder por trás do riso. Sendo a sociedade racista, o humor será mais um espaço onde esses discursos serão reproduzidos. Não há nada de neutro, ao contrário, há uma posição ideológica muito evidente de se continuar perpetuando as opressões.

Alguns humoristas, quando criticados, dizem estar sendo censurados. Há que se explicar para eles o que é censura. Primeiro, eles dizem e fazem coisas preconceituosas. Quem se sentiu ofendido, reclama. Onde está a censura nisso? Incomodam-se pelo fato de, cada vez mais, muitas pessoas denunciarem e gritarem ao ver suas identidades e subjetividades aviltadas; é como se dissessem “nem se pode mais ser racista, machista em paz”.

Acreditam ter uma espécie de poder divino de falar o que querem sem serem responsabilizados. Atualmente, pululam humoristas com esse viés. Comportam-se como semideuses, como Danilo Gentili, que chamou de macaco um moço que discordou dele. Marcelo Marrom, infelizmente, é um homem negro que faz piadas vergonhosas ridicularizando a si mesmo e pessoas negras. Age como uma espécie de neocapitão do mato, tentando caçar nossa dignidade, nossa autoestima, que há anos lutamos para ter. Capitão do mato do humor para entreter a casa grande. Que a ancestralidade tenha misericórdia dele.

Durante muito tempo, tive receio de passar perto de grupos de adolescentes. Quando criança, fui alvo de piadas e chacotas por ser negra. Ao passar por um grupo desses, era inevitável ouvir alguma gracinha do tipo: “Olha, sua mina aí”, “E aí, não vai apresentar?”. E o garoto “alvo da zoação” se defendia: “Sai fora, está louco?”, “Para de me zoar!”. Ter uma namorada como eu era algo impensável.

A pretensão criada neles, fruto de um sistema que os privilegia, os cegava para o fato de que eu é quem poderia não querer-los. Mas, para eles, eu era só uma “neguinha”, alguém que merecia ser ridicularizada e deixada de lado. Esse receio me acompanhou até o início da fase adulta. Eu preferia atravessar a rua a ter que ouvir essas coisas que me machucavam. E o que as pessoas me diziam? “Deixa pra lá, é só uma brincadeira”. E toda a sociedade concordava com esses meninos: eu não me via na TV, nas revistas, nos livros didáticos, em minhas professoras.

Um dia, quando levava minha filha à escola, um grupo de adolescentes começou a rir do cabelo dela, que estava solto, lindo e com uma flor. Ela nem percebeu, mas eu me aproximei deles e disse calmamente: “Estão rindo do que? O cabelo dela é lindo. Se eu voltar e vocês estiverem aqui, vou pegar um por um”. Claro que não faria nada disso, disse aquilo para assustá-los e consegui, mas ouvi críticas do tipo: “Ah, mas só eram adolescentes brincando”. E eu me pergunto: quem se compadece da menina negra que terá sua auto estima aviltada? Da menina negra que desde cedo é ridicularizada?

Por que se tem compreensão com quem está oprimindo e não com quem está sendo oprimido? A menina negra é que precisa entender que isso é “brincadeira” ou quem faz a brincadeira perceber que aquilo é racismo? Até quando utilizarão o humor como desculpa para serem racistas? Quem olhará pela menina negra que odiará seu cabelo por que fazem piadas sobre? Quem irá lucrar a gente já sabe.

Há também aquela conversa de que devemos rir de nós mesmas, de nossos defeitos. Rir de mim porque sou distraída ou desastrada é uma coisa, por que raios deveria rir da minha pele ou do meu cabelo como se isso fosse um defeito, em vez de partes lindas que me compõe? Por acaso ser negra é defeito? No olhar do racista, é. Então, para ser aceita por ele, eu preciso rir daquilo que o incomoda, associar meu cabelo a produtos de limpeza, por exemplo. Mal passa pela cabeça dele associar seu cabelo liso a espaguete. Esse exemplo mostra como o racismo tem um papel preponderante naquilo que as pessoas julgarão engraçado e naquilo que não julgarão. Da mesma forma, julgam engraçado ridicularizar travestis, mulheres trans, como se a humilhação diária e a recusa a cidadania já não fossem suficientes.

É preciso perceber que o humor não é isento, carrega consigo o discurso do racismo, machismo, homofobia, lesbofobia, transfobia. Diante de tantos humoristas reprodutores de opressão, legitimadores da ordem, fico com a definição do brilhante Henfil: “O verdadeiro humor é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime”.

http://www.cartacapital.com.br/blogs/escritorio-feminista

segunda 15 setembro 2014 12:45 , em COMPORTAMENTO


A FILOSOFIA DO CASAMENTO

segunda 15 setembro 2014 12:13 , em COMPORTAMENTO


Meu lugar no mundo

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Filosofia Clínica

por Lúcio Packter

 
 

 IMAGEM: SHUTTERSTOCK

 

Adélia Prado estava envelhecendo e achava que havia apenas dois caminhos (lembre que isso era assim para ela, no poema): ou se tornava doida ou se tornava santa. Estava envelhecendo, meia-idade, olhava o horizonte e o homem que viria fazer que atenuassem as coisas não aparecia. “De que modo vou abrir a janela, se não for doida? Como a fecharei, se não for santa?”

Demandas, modos de entendimento, dilemas podem causar confusões quanto ao lugar e modo de se estar no mundo. Um dos dilemas do lugar indicado à pessoa para ocupar no mundo é que, às vezes, ele se estende por longos rincões e não existe um ponto, mas existe um trecho repleto de pontos. Nesses trânsitos, determinadas parcerias, dependências com pessoas, situações tornam-se por vezes contraproducentes. Quando existe um lugar indicado a uma pessoa para estar no mundo, um complexo estudo de coordenadas pode ser a exigência; às vezes, as pessoas queridas estão próximas, mas a geografia é péssima; às vezes, a enseada junto ao mar pode ser o idílio carinhoso da vida, porém falta a pessoa amorosa; e os exemplos vão longe.

Como saber se estamos ocasionalmente nos lugares existenciais indicados ao nosso modo de ser no mundo? O bem-estar é um vestígio? A aprendizagem? As buscas pessoais? Saiba que estar bem, aparentemente bem, pode marcar no sinaleiro o afastamento existencial de vetores essenciais. Se existe um lugar existencialmente recomendável a uma pessoa, e parece que para muitas pessoas isso existe, então quais são os indícios que nos mostrariam tal localidade existencial? Quais são os índices a observar?

Leon Eliachar escreveu sobre isso: “não guardo rancor por absoluta falta de espaço, uma das coisas que mais aprecio é Nova York coberta de neve – quando estou em Copacabana tomando sol, o melhor programa do mundo é ir ao dentista – pelo menos para o dentista, não vou a casamento de inimigo, muito menos de amigo, desde criança faço força pra ser original e o máximo que consigo é ser uma cópia de mim mesmo, meu grande complexo é não saber tocar piano, mas muito maior deve ser o complexo de outros homens que também não sabem tocar e são pianistas, meus autores favoritos são os que me caem nas mãos, escrevo à máquina com vinte dedos porque minha secretária passa a limpo, gosto de televisão às vezes quando ligo às vezes quando desligo, num enterro fico triste por não saber fingir que estou triste, aprecio as quatro estações, mas prefiro o verão no inverno e o inverno no verão, passei fome várias vezes e agora estou de dieta”.

Os elementos que determinam a situação existencialmente mais indicada a uma pessoa em um conjunto de contextos em relação a um sistema de referências móveis mostram alguns aspectos peculiares.

Exemplo 1: a pessoa vive aspectos desagradáveis na família e no trabalho, mas isso lhe abre caminho para devaneios sobre poesia e transcendência que ela somente consegue vivenciar graças aos problemas que vive em família e no trabalho. O lugar existencial indicado a essa pessoa tem como mediação os conflitos em família e no trabalho.

Exemplo 2: a pessoa deseja, sonha, busca, mas seu local existencial indicado é distante de tudo o que lhe faria o coração feliz.

Compreender-se como deslocado, socialmente falando, como alguém que não se encontra adequado para os outros, para a época, para a vida, pode ser o posicionamento indicado para algumas pessoas. Isso pode ser de difícil aceite e compreensão em uma época na qual hedonismos e imediatismos são fortemente vigentes. Observar- se como um migrante existencial, um nômade, alguém sempre em passagem, vaguear pela vida pode ser parte dos posicionamentos indicados a uma pessoa. Há quem se esparrame, grassando por elementos na forma existencial de um mosaico, tesselas a lajear os mundos.

Um exemplo de uma mulher, 46 anos, em consultório: “Parte de mim ficou no primeiro casamento, a melhor parte, aquela que me identificava comigo. Outra parte seguiu comigo, mas mudou muito a cada ano, às vezes tenho dúvidas se é uma mesma parte que se modifica ou cacos e retalhos que vou recolhendo e ajustando conforme as minhas necessidades. Outra parte de mim não sou eu, não sei de onde vem, parece que se junta comigo para desfazer coisas. Uma parte de mim descobri com meu marido atual. Descobri porque ele me mostrou. Eu sozinha não via. Parte ruim, feia, é o pior de mim que se apresenta na relação com os outros. Por último, tenho uma parte universal que me acompanha desde pequena, social e falsa, é a de que mais gosto. Juntando todas essas partes, não tenho ainda eu, tenho apenas mais uma parte. Será que isso tudo sou eu ou outra parte que pergunta sobre mim?”

O nosso lugar indicado no mundo, quando existe, se depara, às vezes, com forças aferentes, centrífugas, difusas, por vezes em manifestação simultânea. Uma espécie de ciclone cujos ventos convergentes para o centro mudam aleatoriamente direção e sentido, e, no centro, os ventos ascendentes empurram e puxam a um só tempo. Isso se expressa em algo como desejar estar junto e desejar se afastar de uma pessoa, de uma situação, mas tudo acontecendo ao mesmo tempo. Uma betoneira em funcionamento.

Algumas pessoas que passam por isso desenvolvem peculiares oscilações, polaridades existenciais acentuadas. Exemplo: está tudo bem, em paz, e por algo insignificante a pessoa se altera excessivamente, colocando o bem-estar rapidamente em ruína, criando constrangimentos etc.

 

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LÚCIO PACKTER É FILÓSOFO CLÍNICO E CRIADOR DA FILOSOFIA CLÍNICA. GRADUADO EM FILOSOFIA PELA PUC-FAFIMC DE PORTO ALEGRE (RS). É COORDENADOR DOS CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA CLÍNICA DA FACULDADE CATÓLICA DE ANÁPOLIS, FACULDADE CATÓLICA DE CUIABÁ E FACULDADES ITECNE DE CASCAVEL. LUCIOPACKTER@UOL.COM.BR

http://filosofiacienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/95

domingo 14 setembro 2014 18:32 , em COMPORTAMENTO


Ser pai e mãe não é atividade para perfeccionistas

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As lições deixadas por famílias de gente especial

 

ISABEL CLEMENTE

 Quando alguém elogia minhas filhas e ainda faz um comentário espontâneo dizendo que uma das duas – ou ambas – são a minha cara, ou a do meu marido, é difícil negar que uma lufada de orgulho toma conta de mim. Num exercício solitário e particular, resolvi que toda vez que elas estiverem também nos seus dias ruins, vou procurar naquele comportamento hostil traços meus. Não cheguei ao ponto de sorrir para um estranho e dizer “são a minha cara“ diante de uma dupla emburrada trocando insultos infantis em público. Esse exercício de aceitação é uma reconciliação íntima com minha natureza crítica para eu enxergar o outro como ele é e não como eu gostaria que ele fosse (ou se comportasse o tempo todo).

 

Cientes dos nossos defeitos e da óbvia conclusão de que os filhos não são nossa cópia, talvez estejamos nos preparando melhor para compreendê-los e aceitar os desdobramentos dessa personalidade que desabrocha. A verdade é que não dá para ser um perfeccionista no papel de pai ou mãe, e passei a entender isso melhor depois de ler Longe da Árvore, de Andrew Solomon (Companhia das Letras).

 

Longe da Árvore é uma fascinante jornada pelas histórias de centenas de famílias cujos filhos não saíram como planejados. São vários os exemplos: síndrome de Down, nanismo, surdez, esquizofrenia, transexuais, prodígios, deficientes, autistas, estupro, crime.

 

Não que todos tenham um traço comum. Há histórias e histórias, altos e baixos que variam em intensidade. Mesmo que a dedicação dos pais oscile e o grau de exigência dos filhos também,  sobressai a capacidade humana de amar, até quando não há uma troca real satisfatória, caso dos autistas graves.  Quando deparamos com um roteiro de vida que fugiu à chamada normalidade, o que podemos aprender com isso? As famílias excepcionais nos ensinam que a normalidade é conviver com o diferente porque a diversidade é a regra, não a exceção. E mais: que o conceito de felicidade existe inclusive fora dos estereótipos que nos acorrentam.

 

“Se você tem um filho com deficiência, será para sempre o pai de um filho com deficiência; é um dos fatos básicos a seu respeito, fundamental para a maneira como as outras pessoas o percebem e decifram. Esses pais tendem a ver a aberração como doença até que o hábito e o amor lhes permitam lidar com sua nova realidade estranha – muitas vezes introduzindo a linguagem da identidade. A intimidade com a diferença promove a reconciliação“, diz trecho do livro. Conforme conclusões de Solomon, “as famílias infelizes que rejeitam seus filhos diferentes têm muito em comum, ao passo que as felizes que se esforçam para aceitá-los são felizes de uma infinidade de maneiras“.

 

É um dado da modernidade: futuros pais têm cada vez mais meios para selecionar os filhos que desejam ter. À parte julgamentos morais, éticos e espirituais sobre essa busca pelo filho perfeito, sem defeitos, com bons antecedentes e livres de doenças (não vou enveredar por aqui nesta coluna), as famílias que encaram o desafio são nosso farol num mundo que ainda precisa aprender a lidar com as diferenças.

 

Há os que desistem no meio do caminho, verdade. Entregam seus filhos especiais para outros criarem. Limitações existem e entendê-las sem julgamento  nos ajuda a lutar por um Estado que ofereça suporte a quem precisa, quesito no qual nosso país falha bastante.

 

Várias sentenças geniais ficaram reverberando na minha cabeça ao longo do livro, mas quando entra na parte mais confessional, o autor me vem com essa: paternidade (e maternidade, grifo meu) não é atividade para perfeccionistas. Perfeita por todos os motivos do mundo. Ninguém sabe de antemão que filho terá, saia ele de uma concepção programada, acidentada ou de um processo de adoção. E ainda que venha sem deficiências ou incompetências graves, será um outro buscando uma identidade que não a sua. A lição, de compreender o outro em toda sua essência, vale para todos nós.

Costumo dizer que o mal da humanidade é não saber interpretar, não conseguir se expressar, ou as duas coisas ao mesmo tempo. A relação parental está repleta desses pequenos conflitos que mudam de intensidade ao longo dos anos, como tudo na vida. E talvez boa parte da responsabilidade esteja nas nossas expectativas. Para cada grande projeto, pode acrescentar aí o dobro de ansiedade e uma boa dose de medo. Somos capazes de amar e aceitar nossos filhos sem esperar nada em troca como se houvesse um impedimento real intransponível? Essa é a grande barreira que essas famílias especiais encontram pela frente mas que, quase sempre, conseguem ultrapassar.

 

Para quem não tem filhos ainda, pode ser que tantas histórias sobre as dificuldades e os profundos desafios de ser pai e mãe de gente especial soem desencorajadoras.  Não é por aí. Entre os altos e baixos que marcam a vida dessas famílias, está a lição maior sobre a capacidade humana de amar qualquer pessoa, independente de como ela seja. Conforme descreve o autor, “a predisposição para o amor dos pais prevalece na mais penosa das circunstâncias. Há mais imaginação no mundo do que se poderia pensar“.

 

Como mãe de duas meninas normais, eu me perguntava a cada página se aquelas conclusões não se aplicariam a mim. Creio que sim. Entendo que, ao me tornar mãe, passei a observar o humano sob uma nova dimensão. Eu não sei se estou acertando nas minhas atitudes diárias. Estamos todos sujeitos a revisão. Surgirão estudos um dia, quem sabe, condenando as pessoas que deixaram seus filhos raspar bolo cru da tigela e aí eu saberei que errei.  Brincadeiras à parte, se não estivermos cometendo nenhum desatino, sugiro que façamos o maior proveito possível do tempo presente sobretudo no esforço de aceitá-los, com suas idiossincrasias.

 

Ao lidar com uma criança, você saberá o quanto de paciência realmente tem. Conhecerá de uma hora para outra seu real poder de improvisação, os limites da sua criatividade e até da sua fé. Perceberá o próprio desconhecimento sobre a vida diante de perguntas que misturam sagacidade e inocência. Ao mesclar o pouco que sabem com o muito que desejam fazer, as crianças nos indicam todo um futuro pela frente e, de quebra, nos eternizam em traços, trejeitos e defeitos. Mas é no presente que elas nos transformam. É agora que nos sentimos tão vulneráveis quanto fortes e, diante dessa exacerbação de nossa ambivalência humana,  encontramos espaço para melhorar. Taí o as crianças fazem por nós.

Deixo para o fim uma frase de Andrew Solomon, uma sugestão para repensarmos, de preferência todos os dias, nosso papel de pai e mãe.

 

“Olhar no fundo dos olhos de seu filho e ver nele algo de você mesmo e algo totalmente estranho, e então desenvolver uma ligação fervorosa com cada aspecto dele, é alcançar a desenvoltura da paternidade altruísta.“

 http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs

 

domingo 14 setembro 2014 18:30 , em COMPORTAMENTO


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